POVOS EM MOVIMENTO | MIGRAÇÃO, EXÍLIO, DIÁSPORA (I)

25 mar19
Cinemateca Portuguesa,
Lisboa, 19:00
SOLO IDA | LETTERE DAL SAHARA - SALA M. FÉLIX RIBEIRO

Sinopse do Espetáculo

THE IMMIGRANT | THE IMMIGRANT
duração total da projeção: 139 min | M/12
THE IMMIGRANT
O Emigrante
de Charles Chaplin
com Charles Chaplin, Edna Purviance, Kitty Bradbury
Estados Unidos, 1917 – 19 min / mudo, intertítulos em inglês e legendagem eletrónica em português
THE IMMIGRANT
A Emigrante
de James Gray
com Marion Cotillard, Joaquin Phoenix, Jeremy Renner
Estados Unidos, 2013 – 120 min / legendado em português

THE IMMIGRANT é o filme ideal para a abertura deste Ciclo, pois é um clássico e não edulcora a realidade. O filme mostra-nos Charlot num barco de emigrantes (uma situação que Chaplin viveu na vida real) e a sua chegada a Nova Iorque, onde vive sem um tostão, como em tantos dos seus filmes. Uma das obras-primas absolutas de Chaplin, misto de desencanto e ironia. Realizado quase 100 anos depois, mas ambientado na mesma época e com o mesmo título (embora aqui a protagonista seja uma mulher), o filme de James Gray, ele próprio neto de imigrantes, conta-nos a história de uma imigrante polaca, que é obrigada a prostituir-se, enquanto tenta resgatar a irmã que, por motivos de saúde, está detida em Ellis Island. Foi o primeiro mergulho de Gray no filme histórico – os anos vinte do afluxo de imigrantes do leste europeu a Nova Iorque via Ellis Island (o filme abre com imagens da Estátua da Liberdade, imediatamente dando os EUA como uma nação de acolhimento), e é o mais “operático” filme de Gray, certamente o mais “italiano” e, em especial, “viscontiano”, no seu abandono ao senso melodramático. THE IMMIGRANT de Chaplin é apresentado numa cópia em versão digital restaurada.

ALAMBRISTA
O ALAMBRISTA!
de Robert M. Young
com Domingo Ambriz, Trinidad Silva, Linda Gillen
Estados Unidos, 1977 - 110 min
legendado eletronicamente em português | M/12
ALAMBRISTA é a segunda ficção de Robert M. Young, que há vinte anos realizava documentários para o cinema e a televisão. Um alambrista é um homem que se equilibra numa corda bamba e o termo é usado para designar os mexicanos que tentam emigrar clandestinamente para os Estados Unidos. O filme começa com a chegada do seu jovem protagonista ao país vizinho e faz-nos acompanhar o seu percurso, a sua relação com os outros imigrantes, a realidade do mundo do trabalho, a perseguição policial, mas também uma relação sentimental, até a um desenlace que não é feliz nem infeliz. Young filma com clareza e simplicidade, criando uma intensa identificação entre o espectador e o protagonista, o excelente Domingo Ambriz. Na Cinemateca, foi apresentado uma única vez, em 1981 (“Seleção de Filmes do 10º Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz”).

THE JUGGLER
O MALABARISTA
de Edward Dmyktryk
com Kirk Douglas, Milly Vitale, Paul Stewart
Estados Unidos, 1953 - 84 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Depois de realizar alguns notáveis filmes negros nos anos quarenta (MURDER MY SWEET, CROSSFIRE), Edward Dmyktryk foi vítima da “caça às bruxas” do macarthysmo, à qual acabou por ceder, delatando diversas pessoas, o que lhe permitiu reatar a sua carreira, com THE JUGGLER. O filme conta a história de um sobrevivente do Holocausto que chega ao recém-fundado Estado de Israel, mas não consegue adaptar-se à nova vida, devido aos traumatismos que sofrera. Continua a sentir-se perseguido, o que permite ao realizador instalar um ambiente de tensão quase policial.

DAS SCHÖNST LAND DER WELT
“O MAIS BELO PAÍS DO MUNDO”
de Zelimir Zilnik
Áustria, Croácia, Eslovénia, Sérvia, 2018 - 101 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Apresentado no passado mês de fevereiro, no âmbito da rubrica “Double Bill”, em antecâmara de “Povos em Movimento”, DAS SCHÖNST LAND DER WELT é o mais recente filme de Zelimir Zilnik, de quem a Cinemateca apresentou uma retrospetiva completa em 2015. Dois estranhos encontram-se numa multidão frente ao Parlamento austríaco. Um fugira da guerra na Síria, o outro escapara aos talibãs do Afeganistão. Têm coisas e interesses em comum: um sincero intercâmbio de experiências, uma tentativa de consolo mútuo. Um filme incisivo sobre os imigrantes, sem sentimentalismo ou sensacionalismo, com um olhar único sobre os temas atuais, com uma análise inteligente, que não esconde o aspecto humano. Zilnik em estado puro.
 
THE GRAPES OF WRATH
AS VINHAS DA IRA
de John Ford
com Henry Fonda, Jane Darwell, John Carradine, Charles Grapewin, Ward Bond
Estados Unidos, 1940 - 129 min
legendado em português | M/12
Um dos retratos mais duros do cinema americano sobre a terrível situação de muitos agricultores americanos durante a Grande Depressão, que os obrigou a migrar. THE GRAPES OF WRATH adapta o romance homónimo de John Steinbeck sobre o périplo dos agricultores do Oklahoma arruinados por uma desastrosa seca e expulsos das suas terras pelos bancos, rumo à “terra prometida” da Califórnia. No papel principal, Henry Fonda tem uma das maiores criações da sua carreira. Um filme duro, com um tom inegavelmente “de esquerda” (“We are the people”), que mostra que John Ford, embora conservador, tinha as suas contradições.

ROCCO E I SUOI FRATELLI
ROCCO E OS SEUS IRMÃOS
de Luchino Visconti
com Alain Delon, Annie Girardot, Renato Salvatori, Claudia Cardinale
Itália, 1960 - 165 min
legendado em espanhol e eletronicamente em português | M/12
O drama da emigração e do desenraizamento cultural numa das obra-primas de Visconti. Uma família meridional parte para o norte industrializado da Itália, onde cada um dos irmãos que a compõem conhecerá o seu destino: conformismo, naufrágio, santidade laica. Drama realista marcado por um pessimismo dostoievskiano (apesar da sequência final, que aponta para a luta de classes), ROCCO E OS SEUS IRMÃOS é uma magistral digressão pelos dramas da condição humana. A apresentar em cópia digital.
 
BEND OF THE RIVER
JORNADA DE HERÓIS
de Anthony Mann
com James Stewart, Arthur Kennedy, Rock Hudson, Julie Adams
Estados Unidos, 1952 - 90 min
legendado em espanhol e eletronicamente em português | M/12
Segundo dos cinco magníficos westerns com James Stewart realizados por Anthony Mann, BEND OF THE RIVER foi o primeiro filmado a cores. O filme integra este Ciclo sobre as migrações porque é um dos muitos westerns que narra a instalação de colonos brancos em terras virgens, embora desta vez sem violência contra os índios. Como é costume nos westerns de Mann, o herói não é super-homem nem santo, mas falível e com um passado duvidoso. Em BEND OF THE RIVER, James Stewart é o chefe de uma caravana de colonos que se instala no Oregon. Mas a descoberta de ouro na região desencadeia ambições criminosas e o paraíso transforma-se num inferno. O desenlace é um ajuste de contas que permite ao protagonista enterrar o passado.
 
VIDAS SECAS
de Nelson Pereira dos Santos
com Atila Iório, Genivaldo Lima, Gilvan Lima, Maria Ribeiro, Jofre Soares
Brasil, 1963 - 101 min | M/12
Apesar de todas as diferenças entre os dois países e as épocas em que ação se passa, o filme de Nelson Pereira dos Santos tem um ponto em comum com THE GRAPES OF WRATH: acompanha a saga de uma miserável família de camponeses, pressionada pela seca e pelas terríveis condições sociais, que emigra a pé, em luta pela sobrevivência. Baseado no romance homónimo de Graciliano Ramos, VIDAS SECAS é um filme seco e preciso, que consegue conciliar a descrição de uma situação social e a interiorização das personagens. Nas palavras de João Bénard da Costa, o filme faz-nos “aceder à mesma dimensão exaustiva e excessiva que o romance de Graciliano Ramos nos dá. Filme tão seco quanto as vidas que narra e tão perto de pegar fogo quanto o sertão que lhe serve de moldura”.

EMIGRANTES
de Aldo Fabrizi
com Aldo Fabrizi, Ave Minchi, Nando Bruno, Adolfo Celi
Itália, 1948 - 120 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Primeiro dos nove filmes realizados por Aldo Fabrizi, que foi essencialmente um ator e que entrou para a história do cinema ao fazer o papel do padre em ROMA CIDADE ABERTA, de Roberto Rossellini. EMIGRANTES (o título original é em espanhol) tem por tema a emigração de italianos para a Argentina, país em que cerca de um terço da população é de origem italiana. Um pedreiro emigra com a família para a Argentina, onde depressa encontra trabalho na construção de casas para os seus compatriotas. Apesar disso, a mulher dele insiste em voltar para Itália, enquanto um jovem argentino se interessa pela filha do casal. Filme de feitura clássica, EMIGRANTES vem lembrar-nos que até meados do século XX, a Itália era um país de emigração. Primeira exibição na Cinemateca.

CANYON PASSAGE
AMOR SELVAGEM
de Jacques Tourneur
com Dana Andrews, Susan Hayward, Brian Donlevy, Ward Bond
Estados Unidos, 1946 - 92 min
legendado em português | M/12
Como BEND OF THE RIVER, também CANYON PASSAGE nos mostra populações europeias recentemente migradas para o Oeste americano, em cujo seio se misturam honestos trabalhadores e aventureiros que têm uma relação tensa com as populações indígenas. Trata-se de um magnífico western sobre uma história de interesses e paixões rivais, pondo em conflito dois amigos que acabam separados pelo ouro e por uma mulher. Dana Andrews tem um dos seus melhores papéis neste filme, em que Tourneur, mestre da série B, teve meios mais importantes à sua disposição e pôde filmar num belíssimo Technicolor.

LA PROMESSE
A PROMESSA
de Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne
com Jérémie Renier, Olivier Gourmet, Assita Ouedraogo
Bélgica, 1996 - 96 min
legendado em português | M/12
Terceira longa-metragem dos irmãos Dardenne, LA PROMESSE foi o filme que os consagrou internacionalmente. Em Bruxelas, um homem trafica e explora imigrantes ilegais, com a ajuda do filho adolescente (o hoje célebre Jérémie Renier, então com 15 anos). Quando um imigrante morre, o rapaz decide desobedecer ao pai e ajudar a família do morto. O filme mostra essencialmente o ponto de vista dos traficantes, dos novos negreiros. Para eles, trata-se de um uma simples troca de mercadorias por dinheiro, um pequeno comércio, que lhes permitirá comprar uma casa. Filmado no estilo seco e “realista” que caracteriza a maior parte dos filmes dos irmãos belgas (luz natural, câmara na mão), LA PROMESSE age como o revelador de uma situação, sem ênfase.
 
PALERMO ODER WOLFSBURG
“PALERMO OU WOLFSBURG”
de Werner Schroeter
com Nicola Zarbo, Otto Sander, Ida di Benedetto, Brigitte Tig, Antonio Orlando
Suíça, Alemanha, 1980 - 176 min
legendado eletronicamente em português | M/16
Um dos filmes mais acessíveis de Schroeter, história de um siciliano que emigra para a Alemanha, onde passa a ser operário numa fábrica de automóveis. O filme de certa forma prolonga o que alguns à época consideraram um “novo estilo” de Schroeter, já exemplificado em IL REGNO DI NAPOLI, com uma produção mais “profissional” e um universo mais “realista”. Mas PALERMO ODER WOLFSBURG também é o filme de um sacrifício, uma paixão laica: filme da passagem da luz à treva, da vida à morte. “Caminho da paixão, comédia divina, PALERMO ODER WOLFSBURG é uma das maiores obras religiosas (no sentido de religação) dos tempos contemporâneos” (João Bénard da Costa).
 
DIRTY PRETTY THINGS
ESTRANHOS DE PASSAGEM
de Stephen Frears
com Chiwetal Ejiofor, Audrey Tautou, Sergi López
Reino Unido, 2002 - 97 min
legendado em português | M/16
Em DIRTY PRETTY THINGS, Stephen Frears mostra-nos as peripécias de um nigeriano que vive ilegalmente em Londres. Embora tenha um diploma de médico, o homem vive de pequenos empregos. Um dia oferecem-lhe trabalho em cirurgias ligadas ao tráfico de órgãos humanos, em troca de um visto de residente. “Não há filme sobre o que é, de facto, a ‘nova Europa’ mais eloquente do que este. O filme de Frears é um olhar sobre o novo tipo de cosmopolitismo das grandes metrópoles europeias, transformadas em verdadeiros caldeirões sócio-étnico-religiosos. No entanto, a perspetiva do filme nunca é, de modo declarado, uma perspetiva de ‘análise’ ou de ‘leitura’. A ‘discussão’, por assim dizer, fica para o espectador, no fim da projeção” (Luís Miguel Oliveira).

DE L’AUTRE CÔTÉ
de Chantal Akerman
França, Bélgica, 2002 - 103 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Chantal Akerman começou a praticar, muito cedo na sua carreira, simultaneamente o cinema de ficção e documental. No mesmo ano do proustiano LA CAPTIVE, foi até à fronteira entre o México e os Estados Unidos para filmar DE L’AUTRE CÔTÉ. É a questão da imigração ilegal (do México para os EUA) e das medidas preventivas para a conter (são incontáveis os mexicanos mortos a tentar atravessar a fronteira) que mobiliza o olhar de Akerman, num filme que se centra nos locais da fronteira propriamente ditos e em depoimentos de gente que perdeu familiares a tentar passar para “o outro lado”. “Tudo isto existe (mas é muito mais complicado do que isso) e é preciso esquecê-lo quando se está lá. É preciso saber que existe e no entanto esquecê-lo para que possa existir”, observou a realizadora a propósito deste filme. 16 anos depois de realizado e dois depois do início da era Trump, o filme, no qual vemos um muro na fronteira, continua plenamente atual. A apresentar em cópia digital.
 
JAGUAR
de Jean Rouch
com Damouré Zika, Lam Ibrahim Dia, Illo Gaouldel
França, 1957/67 - 91 min
legendado eletronicamente em português | M/12
“Bilhete-postal ao serviço do imaginário”, JAGUAR, uma das obras-primas de Rouch, pertence à mesma vertente da sua obra que MOI, UN NOIR e PETIT À PETIT (este último será apresentado em abril, neste Ciclo). O filme é uma transposição imaginária das migrações feitas nos anos cinquenta por meio milhão de africanos anualmente, do futuro Níger ao futuro Gana, numa viagem “em busca de dinheiro, mas também em busca de aventura, da qual trazem histórias maravilhosas, trazem mentiras, e ao cabo da qual são recebidos como os cavaleiros de outrora”, conta Rouch. O realizador usou o mesmo método que utilizara em MOI, UN NOIR: filmou sem som e a seguir projetou o filme para os três protagonistas, que improvisaram um extraordinário comentário. Neste filme picaresco, uma vez mais, as personagens de Rouch “encenam o seu ser imaginário”, para citarmos a memorável fórmula de Jean-André Fieschi. A apresentar em cópia digital.

REMINISCENCES OF A JOURNEY TO LITHUANIA
de Jonas Mekas
Estados Unidos, 1972 - 80 min
legendado em francês e eletronicamente em português | M/12
Jonas Mekas, figura central no cinema de autor nova-iorquino, como realizador e programador do Anthology Film Archives, nasceu na Lituânia em 1922 e passou a Segunda Guerra Mundial em campos de prisioneiros, mas não de extermínio, na Europa, antes de chegar aos Estados Unidos. Ilustrando o género particular das memórias ou diários filmados, REMINISCENCES OF A JOURNEY TO LITHUANIA retraça uma viagem do realizador ao seu país natal, em visita, abordando os temas da memória, do tempo, da identidade. Um migrante regressa temporariamente ao seu país natal. Mekas faleceu no passado dia 23 de janeiro e este programa, concebido antes da sua morte, serve-lhe também de tributo e antecipação ao vasto Ciclo em sua homenagem que a Cinemateca está a preparar.

LISBOETAS
de Sérgio Tréfaut
Portugal, 2004 - 105 min
legendado em português | M/12
Depois de ter sido durante mais de três séculos um país de emigração, Portugal tornou-se na passagem ao terceiro milénio um país de imigração, com a chegada de quase um milhão de pessoas, muitas das quais se concentraram na área da grande Lisboa. Questionando se esse fluxo de nova energia iria mudar Lisboa e Portugal ou se a sua diversidade se diluiria na “indefinível indolência do país”, LISBOETAS filma os lisboetas vindos da Europa do Leste, do Brasil, da Ásia, de países africanos não lusófonos, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, o trabalho clandestino, expectativas e deceções, num vibrante retrato da cidade e do país.

FANTASIA LUSITANA
de João Canijo
com Hanna Schygulla, Rudiger Vogler, Christian Patey (vozes)
Portugal, 2010 - 65 min
legendado em português | M/6
Durante a Segunda Guerra Mundial, Lisboa foi o ponto de passagem de milhares de pessoas que fugiam ao conflito e às perseguições antissemitas. FANTASIA LUSITANA é um filme exclusivamente composto por imagens e sons de arquivo dos anos quarenta aos sessenta, sem nenhum comentário ou explicação, contrariamente ao que se passa na televisão. São intercalados breves excertos de textos de Alfred Döblin, Erika Mann e Antoine de Saint-Exupéry que refletem as experiências vividas por estes escritores durante as suas passagens por Portugal durante a Guerra. O título alude à fantasia que o regime salazarista incutiu na população, “a propaganda imaginada e imaginária do salazarismo durante a Segunda Grande Guerra que proclamava a ausência da guerra no meio da guerra, mesmo com o fluxo de refugiados que chegava a Lisboa, que ajudou a criar uma espécie de inconsciência protetora que seria cómica se não fosse trágica”, nas palavras do realizador.

AMERICA, AMERICA
AMÉRICA, AMÉRICA
de Elia Kazan
com Stathis Giallelis, Frank Wolff, Elena Karam, Lou Antonio
Estados Unidos, 1963 - 165 min
legendado em espanhol e eletronicamente em português | M/12
No século XX, os Estados Unidos atraíram milhões de imigrantes e este filme de Elia Kazan mostra-nos o périplo de um destes homens. O filme começou por ser um romance para o qual Kazan se inspirou na vida do tio, emigrante grego, para os EUA, no começo do século XX. AMERICA, AMERICA acompanha a odisseia desse homem, através da Turquia, sujeito a tentações, abusos e violências, até ao porto para um barco que o leve à "terra prometida". O filme deveria ser a primeira parte de uma trilogia com que Kazan pretendia abordar a odisseia familiar, fora e dentro dos EUA.
 
SOLO IDA | LETTERE DAL SAHARA
duração total da projeção: 130 min | M/12
SOLO IDA
de Manuel Soubiès
Espanha, 2006 – 30 min / legendado eletronicamente em português
LETTERE DAL SAHARA
de Vittorio De Seta
com Djibril Kébé, Luciano Cravino, Thierno Ndiaye Doss
Itália, 2006 – 100 min / legendado eletronicamente em português

SOLO IDA é um comovente documentário, filmado em tempo real, num ferry que liga Marrocos a Espanha. O filme consiste num plano fixo filmado do tombadilho do barco, apontando para a Europa, enquanto ouvimos em off os testemunhos de quatro candidatos à emigração, que nos contam as suas esperanças e os seus sonhos. Vittorio De Setta (1923-2011) é uma personalidade isolada no cinema italiano, conhecido sobretudo pelas suas esplêndidas curtas-metragens documentais dos anos cinquenta e a longa BANDITI A ORGOSOLO. Em LETTERE DAL SAHARA, acompanhamos um imigrante africano das águas do Mediterrâneo às ruas de Itália, antes do seu regresso à aldeia natal e do reencontro com o seu antigo professor. A tese do filme é diametralmente oposta à visão que prevalece sobre a presença dos imigrantes africanos na Europa. Na opinião de De Seta, o Ocidente deveria adotar certos modos de vida praticados em África para se salvar, tais como o espírito comunitário, os fortes laços de família e o altruísmo. SOLO IDA é uma primeira exibição na Cinemateca.

PREÇOS
Geral | 3,20€

Descontos
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