JORGE DE SENA E SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN EM CORRESPONDÊNCIA - JORGE DE SENA, CENDRADA LUZ / SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN: SIRVO PARA QUE AS COISAS SE VEJAM

Sinopse do Espetáculo

LIMELIGHT
LUZES DA RIBALTA
de Charles Chaplin
com Charles Chaplin, Claire Bloom, Buster Keaton, Sydney Chaplin, Norman Lloyd
Estados Unidos, 1952 - 137 min
legendado em espanhol e eletronicamente em português | M/12
Jorge de Sena, Cendrada Luz
O filme em relação ao qual João Bénard da Costa aventou um dia a hipótese de ser “o melhor melodrama de todos os tempos”. Chaplin depois de Charlot, numa história de envelhecimento e de passagem por quem teve o segredo da arte do cinema de uma ponta à outra do seu percurso, e que, numa das alturas mais contraditórias da sua vida (entre um novo equilíbrio pessoal e a ameaça de uma rutura forçada com os EUA) convertia a irrisão em lágrimas. Perto do fim, um dos mais extraordinários encontros de gigantes de todo o cinema (Chaplin e Keaton) numa cena baseada na pura arte do olhar e do gesto, ou seja, o centro do centro desta arte das imagens em movimento. Embora Jorge de Sena não tenha escrito, que se saiba, crítica alusiva a LIMELIGHT, este seria certamente um dos filmes que consigo levava para a tal ilha deserta. E a Chaplin dedicou um dos seus mais belos textos sobre cinema – “Charlot, Hoje e Sempre”.

ERROS MEUS | LES VISITEURS DU SOIR
duração total da projeção: 138 min | M/12
Jorge de Sena, Cendrada Luz

com a presença de Jorge Cramez
ERROS MEUS
de Jorge Cramez
com Luis Miguel Cintra, Isabel Ruth
Portugal, 2000 – 15 min
LES VISITEURS DU SOIR
Trovadores Malditos
de Marcel Carné
com Arletty, Alain Cuny, Jules Berry
França, 1942 – 123 min / legendado em português

ERROS MEUS é a camoniana curta-metragem de Jorge Cramez, adaptada de uma história de Jorge de Sena, que Luis Miguel Cintra ilumina ao lado de Isabel Ruth: Camões, na velhice, é um homem doente, sifilítico, incapaz de se movimentar, de suportar as dores e tormentas que o mortificam, mas dentro dele há uma voz que fala no silêncio da noite. Conforme Jorge de Sena escreveu à época, “LES VISITEURS DU SOIR, é um filme em que a poesia, a ironia, a música, o sentido alegórico e a técnica cinematográfica aliadas a alguns séculos de consciência e de cultura, se conjugam para formar uma obra que, se não é uma das obras-primas do cinema, é sem dúvida uma das mais belas e interessantes que o cinema europeu produziu”. No filme ambientado na Idade Média, a partir de um argumento de Jacques Prévert e Pierre Laroche, muitos viram uma parábola da resistência francesa à ocupação alemã: o diabo incumbe um casal de trovadores da missão “desesperar o mundo”, enviando-o ao castelo de um barão que celebra o noivado da filha. Os dois amantes acabam petrificados, mas mesmo debaixo da pedra os seus corações continuarão a bater.

O ESCRITOR PRODIGIOSO | SINAIS DE VIDA – BREVE SUMÁRIO DA VIDA E DA OBRA DE JORGE DE SENA
duração total da projeção: 138 min | M/12
Jorge de Sena, Cendrada Luz

com a presença de Joana Pontes
O ESCRITOR PRODIGIOSO
de Joana Pontes
Portugal, 2005 – 62 min | M/12
SINAIS DE VIDA – BREVE SUMÁRIO DA VIDA E DA OBRA DE JORGE DE SENA
de Luís Filipe Rocha
com Luis Miguel Cintra, Clara Joana, Costa Ferreira
Portugal, 1984 – 76 min

O ESCRITOR PRODIGIOSO, realizado por Joana Pontes, é um documentário sobre a vida e a obra de Jorge de Sena, baseado em testemunhos da sua viúva Mécia de Sena, e de personalidades que com ele se cruzaram, como Fernando Lemos, Hélder Macedo, José Saramago, José-Augusto França, Eduardo Lourenço e João Bénard da Costa. Onze anos antes de adaptar ao cinema Sinais de Fogo, Luís Filipe Rocha abordou em SINAIS DE VIDA diversos temas da obra de Jorge de Sena (a morte, o erotismo, o exílio, o mar) numa mistura entre real e imaginário, ficção e poesia.

MIRACOLO A MILANO
O MILAGRE DE MILÃO
de Vittorio De Sica
com Emma Grammatica, Francesco Golisano, Paolo Siopa
Itália, 1951 - 100 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Jorge de Sena, Cendrada Luz
“É uma fábula, e a minha única intenção é tentar um conto de fadas do século XX” (De Sica). Esse “conto de fadas” anda à volta de Toto, um jovem angélico que vê a beleza e a bondade por todo o lado. Procurando reconstruir o bairro de lata onde vive ao lado dos outros habitantes, descobre petróleo na área. Os capitalistas lançam-se ao assalto e Toto e a avó (uma fada) levam os deserdados para um paraíso longínquo que, à época, muitos identificaram como a URSS. “No futuro não precisaremos da história para compreender obras destas, a história é que precisará de se referir a elas para compreender a época em que surgiram” (Sena, 1952).

LA BELLE ET LA BÊTE
A BELA E O MONSTRO
de Jean Cocteau, René Clément
com Jean Marais, Josette Day, Marcel André, Michel Auclair
França, 1945 - 95 min
legendado em português | M/6
Jorge de Sena, Cendrada Luz
A mais bela adaptação ao cinema do famoso conto de Leprince de Beaumont, segundo contos tradicionais franceses. Cocteau dá-lhe um toque de fantasia e irreverência, numa espécie de prólogo-comentário, mas é na encenação fantasmagórica da história que se apoia o triunfo internacional do filme. O deslumbramento visual é particularmente sugestivo nas cenas do palácio do monstro, com os seus misteriosos corredores iluminados por "braços-candelabros" e jardins poéticos. “E que dizer do final” – escreve Sena numa crítica ao filme – “quando o príncipe e a bela vão abraçados, por ares e ventos, senão que é a dinamização cinematográfica dos sonhos de figuras, nuvens e roupagens, que a pintura barroca tentou fixar?” 

MIRACOLO A MILANO
O MILAGRE DE MILÃO
de Vittorio De Sica
com Emma Grammatica, Francesco Golisano, Paolo Siopa
Itália, 1951 - 100 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Jorge de Sena, Cendrada Luz
“É uma fábula, e a minha única intenção é tentar um conto de fadas do século XX” (De Sica). Esse “conto de fadas” anda à volta de Toto, um jovem angélico que vê a beleza e a bondade por todo o lado. Procurando reconstruir o bairro de lata onde vive ao lado dos outros habitantes, descobre petróleo na área. Os capitalistas lançam-se ao assalto e Toto e a avó (uma fada) levam os deserdados para um paraíso longínquo que, à época, muitos identificaram como a URSS. “No futuro não precisaremos da história para compreender obras destas, a história é que precisará de se referir a elas para compreender a época em que surgiram” (Sena, 1952).

SUNSET BOULEVARD
O CREPÚSCULO DOS DEUSES
de Billy Wilder
com Gloria Swanson, William Holden, Erich von Stroheim
Estados Unidos, 1950 - 110 min
legendado em português | M/12
Jorge de Sena, Cendrada Luz
O filme que mudou a imagem de Hollywood no cinema. Billy Wilder “ressuscitou” Gloria Swanson retirada há muitos anos, para um papel que podia ser o dela própria (uma diva do mudo num patético comeback), num retrato negro da cidade dos sonhos – “interpretação magistral inultrapassável”, segundo Sena: “a inteligência certeira com que representou a aflitiva deshumanização final de toda uma teoria mistificada da vida ficará na história do cinema como um dos mais corajosos gestos que uma celebridade terá executado… Só a loucura de uma derradeira aparição angustiadamente nimba, é uma despedida de beleza…” Stroheim, que a dirigiu em QUEEN KELLY (filme cuja projeção caseira dá azo a uma das mais emocionantes cenas de SUNSET BOULEVARD), interpreta o seu fiel mordomo. Cecil B. DeMille, Buster Keaton e Hedda Hopper aparecem brevemente, nos seus próprios papéis.

PASAZERKA
“A PASSAGEIRA”
de Andrzej Munk
com Aleksandra Slaska, Anna Ciepielewska
Polónia, 1961 - 61 min
legendado em francês e eletronicamente em português | M/12
Jorge de Sena, Cendrada Luz
O último filme de Andrzej Munk, deixado incompleto devido à sua morte prematura num acidente, e concluído por Witold Lesiewicz, é defendido por muitos como a grande obra-prima do cinema polaco: num navio, uma mulher que fora guarda no campo de concentração de Auschwitz pensa reconhecer numa passageira uma antiga prisioneira do campo. O filme é uma dura reflexão sobre a relação entre carrascos e vítimas e sobre as mentiras da memória. Na opinião de Jorge de Sena, “A PASSAGEIRA” tem “uma naturalidade em exibir o horror e a sordidez como simples acontecimentos quotidianos (e eram-no lá), que nos faz sentir por dentro e dentro de um pavor que, nos documentários, é só choque cheio de piedade…”. O último texto de Sena sobre cinema foi escrito a propósito deste filme, em 1966, e enviado para a revista O Tempo e o Modo, onde não chegou a ser publicado, devido à censura.

OS SALTEADORES | MACBETH
duração total da projeção: 124 min | M/12
Jorge de Sena, Cendrada Luz
OS SALTEADORES
de Abi Feijó
Portugal, 1993 – 14 min
MACBETH
Macbeth
de Orson Welles
com Orson Welles, Jeanette Nolan, Dan O'Herlihy, Roddy McDowall, Robert Coote
Estados Unidos, 1948 – 110 min / legendado eletronicamente em português | M/12

Reconhecido filme de animação de Abi Feijó (desenho animado a grafite sobre papel), OS SALTEADORES baseia-se no conto homónimo de Jorge de Sena evocando um doloroso episódio da história de Portugal, no rescaldo da Guerra Civil espanhola. Macbeth por Welles e com Welles no papel de Macbeth. Uma adaptação bizarra mas genial da tragédia homónima de Shakespeare, ambientada num passado remoto “na antiga Escócia, ainda selvagem, e meio perdida na bruma que envolve História e lenda” (segundo Welles no prólogo em off da versão da distribuição europeia de época, a mais curta das três que se conhecem). Bizarra devido à forma como Welles torneou as limitações financeiras com fumos e iluminação difusa, uma montagem rápida esconde a indigência dos cenários. Genial porque estas limitações dão ao cineasta a possibilidade de empolar a perspetiva alucinatória da tragédia. Jorge de Sena disse desta interpretação de Macbeth: “Fiel reflexão: a barbárie, a fantasmagoria, a violência primária de uma época selvática vista sem embelezamentos bucólicos, tudo Orson Welles traduziu.” A apresentar em cópia digital.

ERROS MEUS | LES VISITEURS DU SOIR
duração total da projeção: 138 min | M/12
Jorge de Sena, Cendrada Luz
ERROS MEUS
de Jorge Cramez
com Luis Miguel Cintra, Isabel Ruth
Portugal, 2000 – 15 min
LES VISITEURS DU SOIR
Trovadores Malditos
de Marcel Carné
com Arletty, Alain Cuny, Jules Berry
França, 1942 – 123 min / legendado em português

com a presença de Jorge Cramez na sessão de dia 4
ERROS MEUS é a camoniana curta-metragem de Jorge Cramez, adaptada de uma história de Jorge de Sena, que Luis Miguel Cintra ilumina ao lado de Isabel Ruth: Camões, na velhice, é um homem doente, sifilítico, incapaz de se movimentar, de suportar as dores e tormentas que o mortificam, mas dentro dele há uma voz que fala no silêncio da noite. Conforme Jorge de Sena escreveu à época, “LES VISITEURS DU SOIR, é um filme em que a poesia, a ironia, a música, o sentido alegórico e a técnica cinematográfica aliadas a alguns séculos de consciência e de cultura, se conjugam para formar uma obra que, se não é uma das obras-primas do cinema, é sem dúvida uma das mais belas e interessantes que o cinema europeu produziu”. No filme ambientado na Idade Média, a partir de um argumento de Jacques Prévert e Pierre Laroche, muitos viram uma parábola da resistência francesa à ocupação alemã: o diabo incumbe um casal de trovadores da missão “desesperar o mundo”, enviando-o ao castelo de um barão que celebra o noivado da filha. Os dois amantes acabam petrificados, mas mesmo debaixo da pedra os seus corações continuarão a bater.

M
MATOU!
de Fritz Lang
com Peter Lorre, Ellen Widmann, Gustav Gründgens, Otto Wernicke
Alemanha, 1931 - 100 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Jorge de Sena, Cendrada Luz
“Nada há que seja sombrio, desde que, pela imagem e pela expressão artística, ascende não direi à consciência discursiva, mas àquela outra em que a humanidade se reconhece vasta e vária, capaz de aceitar como seu aquilo que é estranho à essência das suas melhores horas…” (Jorge de Sena). Fritz Lang, mais do que a descrição de um “caso autêntico” (o “vampiro” de Dusseldorf, um assassino de crianças), fez o retrato de uma Alemanha mergulhada na depressão económica e nas vésperas da chegada dos nazis ao poder. Poderosa obra-prima, com Peter Lorre no papel da sua vida. E, Sena, que não pode deixar de ser quem é, profetizou então: “foi esta película que celebrizou, para fins de arrepio, os seus olhos de goraz.” Também programado no “Ciclo “Luz e Espectros – Cinema de Weimar 1919-1933” (ver entrada respetiva).

CORRESPONDÊNCIAS
de Rita Azevedo Gomes
com Ana Leppanen, Eva Truffaut, Edgardo Cozarinsky, Jean Paul Mugel, Judy Shrewsberry, Luna Picolli-Trufaut, Luis Miguel Cintra, Loukia Batsi, Mário Barroso, Pierre Léon, Rita Durão, Tânia Diniz
Portugal, 2016 - 145 min | M/12
com a presença de Rita Azevedo Gomes
Filme inspirado nas cartas trocadas entre Sophia de Mello Breyner Andresen e Jorge de Sena, durante os quase vinte anos de exílio deste último (1957-78). Através da poesia e da escrita epistolar, o filme constitui um diálogo extenso no tempo, no “desejo de suprir anos de distância em horas de conversa”. Simultaneamente, Rita Azevedo Gomes procura correspondências com as nossas próprias vidas, ficcionando sobre as ligações e correntes que nos mantêm juntos. Filme tumultuoso, elaborado, amplo, feito de estilhaços de tempo e de pedaços de vida, onde os textos passam por múltiplos corpos, vozes e espaços, onde são feitas e refeitas as imagens, para serem retomadas, alteradas, repostas em estado de mudança. CORRESPONDÊNCIAS é o filme que serve de charneira entre os dois Ciclos dedicados aos poetas. Primeira exibição na Cinemateca.

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN | O CONSTRUTOR DE ANJOS
duração total da projeção: 58 min | M/12
Sophia de Mello Breyner Andresen: Sirvo para que as coisas se vejam
SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
de João César Monteiro
Portugal, 1969 – 17 min
O CONSTRUTOR DE ANJOS
de Luís Noronha da Costa
com Suzi Turner, Anthony Peter, Mafalda de Mello e Castro, Eduardo Trigo de Sousa, António Caldeira Pires, Agostinho Alves
Portugal, 1978 – 41 min

A primeira curta-metragem de João César Monteiro, logo reveladora da originalidade do realizador, que a dedica a Carl Th. Dreyer – “bastaria que Dreyer tivesse realizado GERTRUD”, disse a quem quis saber porquê: SOPHIA, muito marítimo e muito mediterrânico, supunha ele que fosse antes de mais “a prova, para quem a quiser entender, que a poesia não é filmável e não adianta persegui-la”. O CONSTRUTOR DE ANJOS foi o único filme de Noronha da Costa que teve apoio financeiro do Instituto Português de Cinema e uma pequena equipa de produção, fotografado por Acácio de Almeida e com texto para o argumento de Nuno Júdice. Com uma eventual filiação no género “terror”, abordado com enorme desenvoltura e grande sentido de humor (ou não fosse Terence Fisher uma das grandes admirações do autor), as visões irónicas e eróticas são histórias de virgens perversas e sádicos irrisórios, ressuscitados do romantismo alemão e britânico em décors bem portugueses.

STROMBOLI TERRA DI DIO
STROMBOLI
de Roberto Rossellini
com Ingrid Bergman, Mario Vitale
Itália, Estados Unidos, 1949 - 102 min
legendado em português | M/12
Sophia de Mello Breyner Andresen: Sirvo para que as coisas se vejam
O primeiro filme de Rossellini com Ingrid Bergman (que “partiu de UNDER CAPRICORN para STROMBOLI”) marcou uma viragem importante no percurso do realizador e no da atriz. À época, Éric Rohmer comentou assim o filme: “STROMBOLI, grande filme cristão, é a história de uma pecadora tocada pela graça. (…) O autor de STROMBOLI bem sabe a importância que a sua arte pode dar aos objetos, ao lugar, aos elementos naturais do cenário. Dominando o poder que lhes confere, Rossellini faz deles os instrumentos da sua expressão, o molde de onde sairão os gestos e mesmo os impulsos dos atores”. Por muitas razões, uma das mais extraordinárias experiências em toda a história do cinema. “Este filme, duma beleza alucinante, é um filme sobre o cosmos. […] STROMBOLI é o poema da criação” (JBC). A apresentar na versão inglesa, em cópia digital.

SICILIA!
SICÍLIA
de Jean-Marie Straub, Danièle Huillet
com Gianni Buscarino, Vittorio Vigneri, Angela Nugara
Itália, 1999 - 66 min
legendado eletronicamente em português | M/12
Sophia de Mello Breyner Andresen: Sirvo para que as coisas se vejam
SICILIA! assinala a primeira presença de um livro de Elio Vittorini na obra de Straub/Huillet, que a ela voltariam em OPERAI, CONTADINI, numa série de curtas-metragens e em partes de KOMMUNISTEN. SICILIA!, talvez o mais “narrativo” dos filmes de Straub/Huillet aborda um tema clássico: o regresso ao lar. Um siciliano que emigrara para o norte de Itália (mas pretende ter emigrado para os Estados Unidos) regressa à terra natal. A sua viagem de regresso divide-se em quatro etapas, que são outros tantos movimentos cinematográficos: um diálogo no porto, uma viagem de comboio, um encontro com a sua mãe e um diálogo com um amolador de facas, que gostaria que todas as facas só tivessem lâminas. Ao invés de se encontrar a si próprio no termo da viagem, o viajante descobre algo mais vasto, uma “bela coisa, o mundo”.

THE RED SHOES
OS SAPATOS VERMELHOS
de Michael Powell, Emeric Pressburger
com Anton Walbrook, Moira Shearer, Esmond Knight, Leonide Massine
Reino Unido, 1948 - 136 min
legendado eletronicamente em português | M/6
Sophia de Mello Breyner Andresen: Sirvo para que as coisas se vejam
Uma das obras-primas do cinema britânico da década de quarenta, que tem por tema a relação entre a vida e a arte. Guiada por um empresário visivelmente inspirado na figura de Diaghilev, uma jovem bailarina torna-se uma estrela, mas tem de enfrentar o dilema entre entregar-se inteiramente à carreira ou sacrificar o amor. A fotografia em Technicolor de Jack Cardiff, a fabulosa direção artística de Hein Heckroth e a música de Brian Easdale construíram um dos mais belos musicais de sempre. Léonide Massine, que entre 1915 e 1921 foi o principal coreógrafo dos Ballets Russes de Diaghilev, tem aqui um dos seus mais importantes papéis no cinema, coreografando e dançando uma importante sequência do filme. A apresentar em cópia digital.

SARABAND
SARABAND
de Ingmar Bergman
com Liv Ullmann, Erland Josephson, Börje Ahlstedt, Júlia Dufvenius, Gunnel Fred
Suécia, 2003 - 120 min
legendado em português | M/12
Sophia de Mello Breyner Andresen: Sirvo para que as coisas se vejam
Filmando em alta definição, Bergman regressou ao tema do fracasso das relações de um casal e às personagens de CENAS DA VIDA CONJUGAL (1973), numa obra que vai ainda mais longe na exposição desse fracasso e da crueldade e ternura entre o par, que reencontramos 30 anos depois. Quando Marianne (Liv Ulmann) sente que Johan (Erland Josephson) precisa dela, decide visitá-lo na velha casa de campo onde vive. Marianne depressa vê que o filho dele, Henrik, tem um amor possessivo pela filha, Karin, e que Johan só sente ódio e desprezo pelo filho. “Um concerto grosso para quatro instrumentos”, chamou Bergman ao seu último filme. “Ao acercar-se mais e mais dos quatro rostos e das quatro vozes, para além dos corpos, dá-nos a ver almas”, escreveu João Bénard da Costa.
 

PREÇOS
Geral | 3,20€

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