SHABAKA (SOLO)

22 mai25
B LEZA,
Lisboa, 21:30

Sinopse do Espetáculo

SHABAKA
Por convívio entre timings/momentos, o último álbum a solo de Shabaka Hutchings, Perceive Its Beauty, Acknowledge Its Grace, foi muitas vezes comparado ao gesto de Andre em New Blue Sun, tanto pela aproximação ao new age como ao uso de flauta. A comparação tira algum mérito a Shabaka, enfiado numa espécie de zeitgeist combinado, ao invés de afirmar a vontade de alguém procurar energia noutro lado, de outra forma. O seu álbum de estreia enquanto Shabaka, só, sem o apelido, é um reflexo espontâneo sobre a procura de um lugar que questiona o som. O músico britânico fá-lo através de referências ao jazz espiritual e aos seus diversos convívios com a música ambiente e minimal. Isto é, expressa-se como uma manifestação de vontade e menos com o propósito de soar diferente.

Há contexto. Hutchings estava cansado de entregar a energia noutro lado. Não no instrumento pelo qual se tornou num reputado músico de jazz – o saxofone tenor –, nos diversos projectos mais sedimentados (Sons Of Kemet, Comet Is Coming ou os Shabaka And The Ancestors) ou até nas extensas colaborações, que vão desde a Arkestra de Sun Ra aos Heliocentrics. Nada em concreto e, sim, o todo, chegou àquele ponto em que percebeu que o som que saía do seu saxofone não representava uma ideia pura de exteriorização de algo, isto é, era principalmente força, vontade, e menos energia. Problemas do mainstream. Eis então esta nova ideia, Shabaka coloca o saxofone de lado e dedica-se a diferentes tipos de flauta. Ouve-se algo que já foi tentado, seja por Alice Coltrane, Pharoah Sanders, Laraaji, Lloyd McNeill, aqui com noções claras de uma linguagem da electrónica/ambient, seja com ideias de Brian Eno/Harold Budd, Steve Reich ou Jon Hassell, mas sem tentativas de quarto mundo.

Sem quarto mundo, mas com a ideia de novos mundos. Shabaka procura agora um som que respira para dentro e não para fora, sem aquela coisa de paz interior, mas de dar tempo ao tempo. Um músico à procura de música de tréguas infinitas, onde a surpresa muitas vezes acontece pelos sons que surgem na ausência de algo. Como se Shabaka construísse um vazio e depois o enchesse sem nos apercebermos. Por outras palavras, cria canais de música que julgávamos não precisar por já os termos no passado. Aqui diz-nos que o som é um processo contínuo, em progressão, e que só o temos de encontrar no momento certo. Este é o estado atual e, ainda bem, que encontramos Shabaka aqui. AS

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