Sinopse do Espetáculo
Considerada como uma das principais orquestras da Alemanha, a Berliner Symphoniker começou a sua actividade em 1967, sendo então denominada Symphonisches Orchester Berlin. Renomeada em 1990, é a 1ª vez que actua em Portugal.
Don Giovanni, k.527, é a segunda das três óperas escritas por Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) em colaboração com o libretista Lorenzo Da Ponte (1749-1838). Estreada a 29 de Outubro de 1787, no Teatro Nacional de Praga, trata-se de um drama giocoso, uma extraordinária fusão de comédia, melodrama e elementos do sobrenatural. A Abertura, hoje em concerto, está dividida em dois momentos: um Andante, que remete para o final da ópera, com os mesmos motivos melódicos e harmónicos, o Comendador morto em duelo por Don Giovanni, regressará do mundo dos mortos para o levar para o Inferno; e um esfuziante Molto allegro, em forma sonata, com uma dimensão luminosa, ainda que pontuado por momentos de tensão e ambivalência entre os modos maior e menor.
A Sinfonia 2022, de Nuno Côrte-Real (n.1971), resulta de uma encomenda do Teatro Nacional de São Carlos, aí tendo estreado a 13 de Janeiro de 2023, pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida pelo compositor. Obra de carácter “sombrio, tétrico e ominoso”, nas palavras de Côrte-Real, é uma “visão pessoal e espiritual” sobre a indefinição violenta que fustiga a civilização, sem abdicar da sua imagética plena de ironia. O 1º andamento apresenta um ostinato que nos suga para um vortex, o 2º, de pendor mahleriano, o 3º andamento, uma marcha grotesca rumo à destruição total, e o 4º andamento, uma reflexão profunda sobre a natureza do tempo.
Concluída em finais de 1876, após um longo processo criativo de mais de 20 anos, a Sinfonia n.º1, em Dó menor, op. 68, de Johannes Brahms (1833-1897) estreou a 4 de Novembro de 1876, no Groβherzogliche Hoftheater de Karlsruhe, sob direção de Felix Otto Dessoff (1835-92). À época, Brahms era encarado como o herdeiro de Beethoven (1770-1827) e da tradição sinfónica germânica, por oposição à música do futuro (a progressiva dissolução da forma e da harmonia tradicional) de Liszt (1811-86) e Wagner (1813-83). De arquitetura musical sólida, a sinfonia assenta numa série de quadros sonoros contrastantes, de subtilezas rítmicas, cores e planos sonoros originais, partindo da habilidade de Brahms para trabalhar os temas melódicos. O 1º e 4º andamento complementam-se: a tensão e inquietude iniciais dão lugar ao otimismo heróico do último. O 2º andamento é de carácter intimista e bucólico, ao passo que o 3º andamento, o scherzo com ecos do imaginário pastoril campestre qual caminhante pelo campo.
Europa Sinfónica
BERLINER SYMPHONIKER
W. A. Mozart (1756 – 1791)
Abertura da ópera “D. Giovanni”
N. Côrte-Real (n. 1971)
Sinfonia 2022
I. In search of darkness
II. Song of death
III. Nuclear marching band
IV. “I know not what tomorrow will bring”
J. Brahms (1833 – 1897)
Sinfonia Nº 1, em Dó menor, op. 68
I. Un poco sostenuto - Allegro
II. Andante sostenuto
III. Un poco allegretto e graciozo
IV. Adagio - Più andante - Allegro non troppo, ma con brio - Più allegro
PREÇOS
1ª
Plateia |
15,00 € |
2ª
Plateia |
12,50 € |
Balcão
Frontal |
10,00 € |
Balcão |
10,00 € |
2ª
Galeria. |
7,50 € |
1ª
Galeria |
7,50 € |
1ª
Galeria |
7,50 € |
2ª
Galeria |
7,50 € |