Sinopse do Espetáculo
Passaram treze anos desde que ouvimos pela última vez Jorge Cruz sozinho num disco. Era 2011 quando lançou Barra 90, o quarto em nome próprio e o primeiro desde o nascimento de Diabo na Cruz. Mas a história deste rapaz errante, que é um dos nomes mais estimados da música portuguesa e a cara do chamado “roque popular”, começou bem antes. Natural da Gafanha da Nazaré, lançou-se a solo em 1999 e só quase dez anos depois, em 2008, é que se tornou — como a Blitz o apresentou no Posto Emissor — no timoneiro de Diabo na Cruz, banda com a qual percorreu o país de lés a lés.
Quando o grupo se separou, em 2019, Jorge afastou-se dos palcos por motivos de saúde. Enquanto ia aprendendo a viver com a tinnitus, uma doença que provoca zumbidos e assobios constantes na cabeça – uma autêntica maldição para um músico – voltou também a aprender a escrever e a compor para si mesmo. Desse processo nasceu Transumante (2024), disco com o qual, aos poucos, se volta a introduzir aos palcos nacionais. Remetendo-nos para o nomadismo e para as mudanças de pasto, de quando gado e pastores sobem e descem as montanhas das Beiras em busca de melhor sustento, este trabalho manifesta-se num conjunto de canções inspiradas no mundo rural. Refletindo sobre o tempo, a infância e o Portugal que existe para lá do betão das cidades, sobressai a música de raiz portuguesa, cruzada com inspirações da tradição folk da guitarra americana. Transumante é mais do que dez novas e belíssimas canções, são uma reintrodução às origens de Jorge Cruz, num encontro sublime entre a paisagem e a palavra.
PREÇOS
Plateia |12€
Descontos
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