Sinopse do Espetáculo
Notas ao programa por António Carrilho
A música de Johann Sebastian Bach, um dos maiores expoentes musicais da Humanidade, tem sido alvo de inúmeras transformações ao longo dos séculos.
Desde a sua morte, em 1750, até à primeira apresentação da Paixão Segundo São Mateus, em 1829, sob a direcção de Felix Mendelssohn-Bartholdy, a abordagem da música de J. S. Bach tem sido orientada, em maior ou menor grau, pelos preceitos e tratados da sua época — ou, mais livremente, em combinações com o jazz ou com ritmos da América do Sul.
Os músicos neste projecto, cujas carreiras têm sido devotadas ao estudo e à perfomance historicamente informada, encontram na música de Bach infinitos caminhos que permitem abordar obras originais e obras apossadas, interpretando organicamente um discurso retórica e matematicamente perfeito de forma dinâmica e arrojada.
Esta peça de BACH propõe-se revistar e, ao mesmo tempo, transformar sob um novo olhar obras originalmente escritas para órgão (em forma de sonata em trio), e para viola da gamba ou traverso e cravo.
Uma apropriação e transformação que a música de Bach, talvez mais do que qualquer outro repertório da sua época, permite fazer sem a deformar.
JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)
Prelude
Sonata em Si menor, BWV 1030
Andante
Largo e dolce
Presto - Allegro
Progressus
Sonata em Lá Maior, BWV 1032
Vivace
Largo e dolce
Allegro
Conclusio
Trio Sonata em Sol Menor, BWV 527
Andante
Adagio e dolce
Vivace
Postludium