Sinopse do Espetáculo
Depois de “Corpo Totémico”, a dança de um corpo à escuta, a Ordem do O apresenta “Orquestra Coreográfica do Selvagem”. Dança, música e teatro físico confluem na construção de uma peça experimental. Cruzam-se um elenco de seis bailarinos e um coro performativo da comunidade local. Procura-se um lugar de encontro, onde a vivência do sagrado acontece no lugar do corpo, num ritual de copresença, em que a dança e a voz são veículo de retorno à aliança com o mundo mais-que-humano e com a floresta, enquanto corpo maior ao qual pertencemos.
Trata-se de uma uma peça de dança para seis intérpretes e um coro performativo da comunidade onde o espetáculo é apresentado, em que se explora a linguagem da vida, traduzida para a vivência do corpo. Diferentes camadas de significação estão presentes: por um lado, a da dimensão biológica do corpo e dos seus diferentes sistemas, simultaneamente fisiológicos e espirituais, como a respiração ou o sistema nervoso na sua relação simpático-parassimpático (fuga/ataque versus prazer/regeneração/relaxamento); por outro, a da dimensão antropológica e histórica, a da observação e reflexão, em diversas culturas e contextos, do que é o homem, do que este poderá ser, enquanto indivíduo e comunidade, na relação com o mundo mais-que-humano; outra ainda, a que cruza a ciência, a arte e a filosofia, levantando questões complexas sobre o que é a vida: que padrões podemos observar em diferentes formas de vida e espécies semelhantes/diferentes daquelas que reconhecemos nas sociedades humanas? Cultura versus natureza: será a cultura uma característica unicamente humana ou encontraremos outras versões noutras espécies, ou na natureza como um todo? Qual o lugar da arte? Pertence à cultura humana ou é inerente à natureza? Que função desempenha em diferentes culturas/espécies? Como podemos, através do corpo, largar as tensões humanas e encontrar união empática com outras formas de vida humana e não humana?
Ficha Artística
Direcção Artística, cocriação musical, cenografia e video
Pedro Ramos
Interpretação
Analia Monteiro, Francisco Freire, Gionvana Nathalia, Mariana Pontes, Miguel Santos, Mara Morgado / Rita Carpinteiro
Assintência artística
Sandra Rosado
Cocriação musical e sonoplastia
Jorge Graça
Figurinos
Vitor Alves da Silva
Desenho de Luz e operação técnica de som
José Coelho e Jorge Oliveira
Produção
Ana de Arede Cano
Comunicação
Patrícia Teixeira
Registo documental
Miguel Afonso
PREÇOS
Plateia | 10€