AS TELEFONES

30 abr26
Cine-Teatro Constantino Nery,
Matosinhos, 21:30

Sinopse do Espetáculo

As Telefones
Texto de Djaimilia Pereira de Almeida
Encenação de Zia Soares

"Se fosse uma peça de teatro, haveria um telefone no palco e elas em cena, faladoras, mas surdas. Falariam uma com a outra, sem se ouvirem nem se responderem. Duas tagarelas surdas. A mãe perguntaria “a sério, filha, então não te lembras que te disse que chegava amanhã?”. A filha responderia “sim, espinafres, queres que congele?”."

Ao longo da vida falam-se sem se ver, imaginam-se: o rosto, o cheiro, as roupas, os gestos. A distância transforma-as em personagens, cada telefonema é uma encenação em que se performam mutuamente, projetando imagens que a realidade dificilmente confirma. Quando se encontram, esforçam-se por corresponder à versão de si mesmas que acreditam que a outra espera — tentativas fugidias, sempre inacabadas.

As Telefones é um vislumbre de duas mulheres que mapeiam e edificam a intimidade de um amor fraturado e devorador — entre o fumo dos cigarros e o vapor dos banhos e das panelas ao lume erguem uma casa titubeante onde se acumulam as orações exorbitantes, os frémitos e os silêncios da doença.

As Telefones, espectáculo inspirado na obra homónima de Djaimilia Pereira de Almeida, concretiza a segunda parte do DÍPTICO, um trabalho que resulta do encontro entre a encenadora Zia Soares e a escritora. A primeira parte, Pérola Sem Rapariga, integrou a Odisseia Nacional? do TNDM II.

Djaimilia Pereira de Almeida é escritora. Os seus livros, editados em dezassete países, receberam vários prémios, entre os quais o prémio Oceanos e o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.

Em 2023, foi Prémio FLUL Alumni, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se doutorou. Em 2024, recebeu o Prémio Vergílio Ferreira, concedido pela Universidade de Évora, “pelo seu papel decisivo na revitalização da narrativa portuguesa contemporânea”. 

Os seus textos e ensaios foram publicados na Revista Serrote, The New York Times, Common Knowledge, Folha de S.Paulo, la Repubblica, Neue Zürcher Zeitung, Granta, ZUM, Limoeiro Real, Brotéria, Contemporânea, Words Without Borders, entre outros.

A obra de Djaimilia Pereira de Almeida é leitura obrigatória nos vestibulares de várias universidades brasileiras. Escreve para a Quatro Cinco Um.

Zia Soares é encenadora e actriz. O seu trabalho desenvolve-se entre a África e a Europa. Das suas mais recentes encenações destacam-se O riso dos necrófagos, de sua autoria, co-produção Teatro GRIOT, Culturgest, distinguido como Melhor Espetáculo 2021/2022 no âmbito do Premio Internazionale Teresa Pamodoro (Milão, Itália); FANUN RUIN, de sua autoria, co-produção Fundação Calouste Gulbenkian, sowing_arts; Pérola sem rapariga, encenação e direção de Zia Soares, texto de Djaimilia Pereira de Almeida, co-produção sowing_arts, Teatro Nacional D. Maria, apap FEMISNIST FUTURES, e ARUS FEMIA, de sua autoria, produção sowing_arts, co-produção Netos de Bandim, Teatro Municipal do Porto, STATION for contemporary dance.

Ficha Artística
Texto: Djaimilia Pereira de Almeida
Direção, Dramaturgia, Encenação: Zia Soares
Interpretação: Sara Fonseca da Graça, Zia Soares
Instalação Cenográfica, Figurinos: Neusa Trovoada
Design de Iluminação: Carolina Caramelo
Música e Design de Som: Xullaji
Imagens em Movimento: Carolina Caramelo, Rui Xavier
Video Design: Cláudia Sevivas
Ilustração, Animação 2D: Camila Reis
Engenharia de Som: Jorge Gonçalves
Assistência de produção: Mariana Frazão, Marta dos Santos
Produção: sowing_arts
Co-produção: Teatro Constantino Nery
Apoios: Câmara Municipal da Moita / Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, Câmara Municipal de Matosinhos, Câmara Municipal do Funchal / Teatro Baltazar Dias, Câmara Municipal do Seixal / Fórum Cultural do Seixal, Nêga Filmes, Polo Cultural Gaivotas | Boavista, Rede Afrolink
Projecto financiado por Câmara Municipal de Lisboa, República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes

Informações Adicionais
A aquisição de um bilhete para um espetáculo no Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery permite o estacionamento no Parque de Estacionamento da Docapesca, mediante o pagamento de 1 euro. 

PREÇOS
Geral | 7,50€ 

Descontos
Sénior (=65) | Estudante | Criança (0-12 anos) | Grupos = 10 | Pessoa com deficiência | Estudantes universitários ao abrigo do Protocolo “Corredor Cultural” * – 50% sobre o valor de preço inteiro 
* mediante a apresentação de cartão de estudante. 

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