LONDON MOZART PLAYERS | ENSEMBLE DARCOS

09 abr26
Teatro-Cine de Torres Vedras,
Torres Vedras, 21:30

Sinopse do Espetáculo

Num gesto recorrente da Temporada DARCOS, teremos a oportunidade de ouvir a orquestra de câmara mais antiga do Reino Unido, a London Mozart Players,
fundada em 1949 pelo eminente violinista e maestro Harry Blech (1910-1999), com um programa que reúne 3 obras emblemáticas de Côrte-Real (1971), Shostakovich
(1906-1975) e Mozart (1756-1791). Encomenda da Orquestra Metropolitana de Lisboa, e dedicada ao compositor e maestro Pedro Amaral, a Abertura Concertante, op.45 (2013) de Nuno Côrte-Real (1971) baseia-se no poema Chuva Oblíqua de Fernando Pessoa (1888-1935), escrito a 8 de Março de 1914, e publicado no ano seguinte, no 2o e derradeiro número da revista Orpheu. A languidez spleen que percorre a VI parte do poema, assim como as vívidas memórias de uma infância evocada, são assumidas, musicalmente, por um conjunto de cores de pendor expressionista, numa sucessão de ambientes quase hipnóticos, que derivam de um diálogo entre o piano e orquestra.O Concerto n.o1 para Violoncelo e Orquestra, em Mib maior, op.107, de Dmitri Shostakovich foi escrito entre Junho e Julho de 1959, para o mítico violoncelista Mstislav Rostropovich (1927-2007), sendo estreado a 4 de Outubro de 1959, em Leningrado [São Petersburgo], com Rostropovich e a Orquestra Filarmónica de Leningrado, sob a direção de Yevgeny Mravinsky (1903-1988). O concerto tem uma estrutura incomum, o 1o andamento corresponde à I parte e os restantes andamentos à II parte. O Allegretto inicial é profundamente dramático, seguido de um 2o andamento etereamente doce, concluindo num diálogo entre a celesta e o violoncelo. Segue-se a Cadenza, a cadência do solista e o último andamento, Allegro con moto, síntese do material musical anterior. Entre Junho e Agosto de 1778, Wolfgang Amadeus Mozart escreveria um derradeiro tríptico sinfónico: as sinfonias n.o 39, 40 e 41. Completada a 10 de Agosto, a Sinfonia n.41, K.551, passaria à História com o cognome Júpiter, o rei dos deuses da mitologia romana (e o nome do maior planeta do sistema solar). Incomparável no seu género, pela mestria absoluta no domínio da forma, da inventividade melódico-harmónica, e do genial contraponto que se vai desenrolando ao longo dos extraordinários 4 andamentos (particularmente o último, verdadeiro tour de force pela sua robusta monumentalidade, concluindo com uma fuga a 5 vozes de proporções antológicas), a Sinfonia n.41 assenta numa forma de pensar a expressividade musical já além do estilo Clássico, apontando para soluções que, 8anos mais tarde, e já pela mão de Ludwig van Beethoven (1770-1827), viriam a ser denominadas por Romantismo.

Filipe Quaresma, violoncelo
Nuno Côrte-Real, maestro
LONDON MOZART PLAYERS

PREÇOS
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