QUANDO VEM A TACITURNA DELIMIAR EM LIMIAR O PRESEN

30 abr26
Oficina Municipal do Teatro,
Coimbra, 19:00

Sinopse do Espetáculo

Quando Vem A Taciturna De Limiar Em Limiar O Presente Frágil
Nuisis Zobop – de Joana von Mayer Trindade e Hugo Calhim Cristovão
Oficina Municipal de Teatro
Sala Laborinho Lúcio
30 abril // 19h

Como dançar sobre ruínas, exumar arqueologias estupradas, em comunhão exalando e destilando melancolias e nostalgias? Um palimpsesto a sangrar, bordado em nervos de resistência? Como metamorfose e presença frágil irrompe uma hypokeímenon poética no âmago da phýsis, um eidos evanescente entre o devir e a imutabilidade, kairós que tremula a Taciturna. Presença telúrica que mutila e acaricia movendo-se de limiar em limiar com a ferocidade de um espasmo, coito em sussurro com o vazio que ascende, abraço em voo e invasão sutil, ruptura tangível, lâmina de erupção surda, chama refletida em água, punhal que rasga e cega as línguas da pele com ternura, morde músculos segundo a segundo. Convulsiona limiares-feridas onde o presente se desagrega, se multiplica em centopeias de medo, ser-para-a-morte, ser-para-o-gozo, entrelaçado de circunvoluções que se violam uma a uma, regurgitando e vomitando com violência o frágil vazio do agora. Duplo sentido de tempo e dom, o presente é uma oferenda precária que se devora na voracidade, na fúria suavizada por melancolia que amarra e lambe momento a momento o instante e o fim. O eterno conflito entre passado, presente e futuro, apenas um orgasmo ontológico que de encruzilhada em encruzilhada confronta e excita a finitude. O presente frágil macera-se em profanações com a consciência dilacerada de uma flor decapitada com os dentes. Dança-se entre limiares – entre ser e não-ser, desejo e vazio, vida e morte, a transitoriedade uma carne amada e estilhaçada que revela a beleza do caos que nunca volta para trás. De limiar em limiar, a dança dá a parir momentos irrepetíveis não canceláveis pelo terror, metamorfoseando urgência apocalíptica em sobrevivência sobre os cadáveres, transmutando fragmentos em infinitudes vulneráveis, colapso em ressureição, fim como génese. A criação invoca as Mahavydias, deusas ferozes da sabedoria impura que dói e que ri, Fernando Pessoa delirando "Oriente a oriente do Oriente", Camilo Pessanha exalando melancolia entre lençóis de linho, Al Berto destilando medo em éter poético, Paul Celan invocando a "Canção de uma Dama na Sombra". Lamento que perdura quando se cala para sempre, cordas que na ausência vibram mais e mais. Quem ressurge das cinzas?

PREÇOS
Plateia | 10€

Descontos
Estudantes
Profissionais Artes Espectáculo
Grupos a partir de 10 pessoas (inclusive)
Corredor Cultural (Estudantes Universitários)
Desempregados
Alunos das Classes de Teatro
Colaboradores ISEC e ESEC
Alunos Teatro São Teotónio
Colaboradores IPC Instituto Politécnico de Coimbra
Comunidade Vale das Flores
Seniores +65 anos
Pais de Alunos das Classes de Teatro
Entidades protocoladas
Alunos Instituto Politécnico de Coimbra
Pessoas com Deficiência e/ou S/surdas

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