Sinopse do Espetáculo
Soam as Guitarras — Dez Anos.
Há instrumentos que definem geografias emocionais.
Há dez anos nasceu, em Oeiras, o festival Soam as Guitarras, com um propósito claro: criar um espaço onde a guitarra pudesse revelar toda a sua diversidade — da tradição à experimentação, da música popular às linguagens contemporâneas. Desde o início, o festival assumiu-se como um território de encontro entre artistas, públicos e cidades, unindo diferentes formas de tocar, escutar e pensar a música.
Ao longo desta década, o festival acolheu centenas de artistas e construiu uma programação que cruza gerações, estilos e geografias. Entre os nomes que marcaram o seu percurso encontram-se figuras incontornáveis da guitarra e da música portuguesa, como António Chainho, Luísa Amaro, Marta Pereira da Costa, Ricardo Rocha ou Bernardo Couto, intérpretes que mantêm viva e em permanente reinvenção a tradição da guitarra portuguesa profundamente marcada pelo legado de Carlos Paredes.
A par desta linhagem histórica, o festival abriu também espaço a outras abordagens da guitarra, acolhendo artistas que expandem o instrumento para novas linguagens musicais. Projetos como Dead Combo, a escrita instrumental de Pedro Branco ou André Santos, a canção de Jorge Palma, António Zambujo, Miguel Araújo, Malfalda Veiga, Márcia, Carolina Deslandes ou João Pedro Pais, e a presença de novas gerações de guitarristas como Joana Almeirante, entre muitos outros, ajudaram a desenhar um festival plural e em constante transformação.
Mas a história do Soam as Guitarras não se construiu apenas nos palcos. Fez-se com as vilas e cidades que acolheram o projeto e o fizeram crescer. Depois da sua génese em Oeiras, o festival encontrou novos horizontes em Évora, ampliando a sua vocação de circulação cultural e de aproximação entre territórios e nos anos seguintes, Setúbal e Póvoa de Varzim tornaram-se também casas do festival, consolidando um modelo de colaboração entre municípios que permitiu alargar o alcance do projeto e fortalecer a sua relação com diferentes comunidades. Em cada cidade, a guitarra encontrou novos espaços de escuta e novos públicos.
Em 2026, quando celebra dez anos de existência, o festival entra também numa nova etapa. Vila Nova de Cerveira junta-se ao projeto como nova cidade coprodutora, ampliando o mapa do festival e reforçando a sua dimensão nacional. Ao mesmo tempo, Oliveira do Bairro acolhe este novo ciclo — um ponto de partida para continuar a imaginar o futuro do Soam as Guitarras.
Ao longo desta década, o festival afirmou uma identidade muito própria: concertos pensados para a escuta atenta, encontros inesperados entre artistas, momentos únicos que apenas acontecem naquele palco e naquele instante. É por isso que tantos músicos falam do Soam as Guitarras como um lugar especial para tocar. E é por isso que o público regressa, ano após ano, com a mesma curiosidade e entusiasmo.
Celebrar dez anos de Soam as Guitarras é reconhecer a guitarra como instrumento de memória e de futuro. E é continuar a acreditar que, sempre que uma guitarra soa, nasce um espaço onde a música aproxima pessoas, cidades e histórias.
PREÇOS
Plateia | 20€