ORQUESTRA DO NORTE

Sab
11 abr26
Cineteatro de Amarante,
Amarante, 21:30

Sinopse do Espetáculo

Programa:  
“Sopros Heroicos”

Concertstuck para Quinteto de Sopros, Op. 41 * – Julius Rietz (1812-1877)

I.                      Moderato assai
II.                   Andante sostenuto
III.                 Molto Allegro

* Estreia em Portugal

Sinfonia Nº 3 em Mi bemol Maior “Eroica”, Op. 55 – L. van Beethoven (1770-1827) 

I.                     Allegro com brio
II.                   Marcia funebre: Adagio assai
III.                 Scherzo: Allegro vivace
IV.                 Finale: Allegro molto
 
Art’Ventus Quintet
Paula Soares, flauta
Tiago Coimbra, oboé
Horácio Ferreira, clarinete
Raquel Saraiva, fagote
Nuno Vaz, trompa
Orquestra do Norte
Fernando Marinho, direção

O concerto “Sopros Heroicos” reúne duas obras que exploram, cada uma à sua maneira, a energia, a vitalidade e o caráter épico da música do século XIX.

O programa inicia-se com o Concertstuck para Quinteto de Sopros, de Julius Rietz, peça rara no repertório que destaca o virtuosismo e a expressividade do quinteto de sopros, revelando diálogos ágeis, lirismo romântico e uma escrita claramente pensada para valorizar o brilho tímbrico do ensemble.

A segunda parte é inteiramente dedicada à monumental Sinfonia Nº 3 em Mi bemol Maior, “Eroica”, de L. van Beethoven — obra que marcou uma rutura estética e abriu caminho ao romantismo orquestral. Impetuosa, ousada e profundamente humana, a Sinfonia Eroica é aqui apresentada com a energia e a visão da Orquestra do Norte, sob direção do maestro titular Fernando Marinho.

O concerto conta ainda com a participação do Art’Ventus Quintet que dá voz, com técnica e emoção, ao espírito heroico que percorre todo o programa.

Biografias:
Art’Ventus Quintet

Descrito como um “agrupamento de referência internacional” (Alejandro Fernández/Diário de Coimbra), o Art’Ventus Quintet, fundado em 2020, afirma-se como um dos projetos mais relevantes da música de câmara em Portugal. A sua atividade tem contribuído de forma significativa para a valorização e divulgação da música portuguesa, contando já com dois discos editados e participação num terceiro registo discográfico, descobrindo nova música e deixando um forte legado artístico. O seu álbum de estreia, Swiss Treasures, foi amplamente elogiado pela crítica especializada, que o descreveu como um registo “inaudito, inovador e rebelde”, destacando a originalidade interpretativa e a qualidade artística do ensemble.

Com uma ampla diversidade de projetos artísticos, frequentemente ligados a temáticas atuais, o quinteto tem desenvolvido iniciativas que cruzam criação artística, intervenção social e mediação cultural. Diversos desses projetos têm contado com o apoio da Direção-Geral das Artes, permitindo ao grupo expandir o seu trabalho junto de diferentes públicos.

A notoriedade alcançada pelo Art’Ventus Quintet tem levado o ensemble a apresentar-se em importantes festivais e ciclos de concertos, entre os quais se destacam o Ciclo de Música de Câmara de Braga, Cistermúsica, Reencontros de Música Contemporânea de Aveiro, Sons no Património, Festival Internacional de Música de Marvão, Festival Antena 2, Festival de Artes do Dão e Festival BSP Júnior. Em novembro de 2025, o grupo apresentou-se no Parlamento Suíço, em Berna, no âmbito da cerimónia de entrega dos Prémios Balzan.

Os membros do quinteto conciliam a atividade camerística com carreiras como solistas em prestigiadas orquestras e com a docência em instituições de ensino superior e conservatórios, contribuindo para a identidade artística do ensemble, marcada por rigor técnico, maturidade interpretativa e forte coesão musical.

Fernando Marinho

Fernando Marinho é diretor artístico e maestro titular da Orquestra do Norte.

Dirigiu, enquanto maestro convidado, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Norte, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra de Câmara e Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana, Portuguese Brass, Banda Sinfónica Portuguesa, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Banda Municipal de A Coruña, Banda de Música de Pontevedra e Orquestra de Câmara Ibérica (Espanha) e Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha).

Natural de Amarante, é diplomado com os cursos de flauta do Conservatório de Música do Porto, Escola Superior de Música de Lisboa e Academia Nacional Superior de Orquestra. Licenciado em Ensino Básico, estudou pedagogia musical na Paedak e flauta no BrucknerKonservatorium Linz (Áustria), enquanto bolseiro Erasmus.

Como flautista tocou com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Remix Ensemble, Orchestre d'Harmonie de Jeunes de l'Union Européenne, entre outras. Trabalhou com reputados maestros, entre os quais Esa-Pekka Salonen, Lawrence Foster, Simone Young, Paavo Jarvi, François Xavier Roth, Lionel Bringuier, Michael Zilm e Peter Rundel. Apresentou-se a solo com orquestra e foi laureado em concursos a nível nacional e internacional. Atuou em Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Inglaterra, Holanda e China.

Estudou Direção com Jan Cober na Hogeschool Zuid – Conservatorium Maastricht (Holanda) e com Jean-Marc Burfin na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu o Mestrado em Direção de Orquestra. Frequentou masterclasses com Jean-Sebastien Béreau, Douglas Bostock, Roberto Montenegro, José Rafael Pascual Vilaplana, Baldur Bronniman, Timothy Reynish, Peter Rundel, Eugene M. Corporon e Ernst Schelle.

Foi maestro da Orquestra de Sopros e da Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e é maestro das Orquestras do Conservatório de Música do Porto.

Frequenta o Doutoramento em Ciências Musicais Históricas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Orquestra do Norte
A Orquestra do Norte, tutelada pela Associação Norte Cultural, desenvolve desde 1992 o seu projeto musical, tendo sido a primeira orquestra regional criada através de um concurso nacional promovido pelo governo português.

A ON foi pioneira no exercício de um projeto de descentralização cultural tendo ganho afirmação no meio musical e reconhecimento artístico a nível nacional e internacional.

Os seus objetivos primordiais passam pela criação de novos públicos através da oferta de programas musicais variados, adaptados à execução nos mais diversificados locais, desde importantes teatros e salas de concerto a espaços ao ar livre, salas de associações, escolas, igrejas, entre outros, conseguindo assim chegar a toda a população.

Ligação ao território; acesso à criação e à fruição da música erudita; dimensão intersectorial do trabalho orquestral; valorização da música e dos músicos; solidariedade, identidade e cidadania são as cinco linhas de orientação estratégica definidas na sua carta de missão.

A Orquestra do Norte conta com o apoio do Ministério da Cultura, tendo-lhe sido atribuído o Estatuto de Orquestra Regional.

Desde outubro de 2018, a Orquestra do Norte tem a Direção Artística do Maestro Fernando Marinho. 

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